“Não vos esforceis pelas honras do mundo, mas honrai o SENHOR. Tome cuidado com a sua vida, talvez ela seja o único evangelho que as pessoas leiam”. Esta profunda orientação nos é dada por São Francisco de Assis. Decerto, o Venerável Fulton J, Sheen a tomou como um guia absoluto.
Na obra autobiográfica Tesouro em barro, o bispo americano nos revela suas vísceras, não por mero prazer narcísico, mas como uma forma de nos ensinar que é a custo muito alto, carregando verdadeiramente a Cruz, que se pode resvalar em algo que se aproxime de amar a Deus sobre todas as coisas.
Este livro foi escrito durante período de sofrimento físico intenso: a partir de 1977, o Bispo Sheen submeteu-se a uma série de cirurgias que lhe foram minando as energias. Ele, decerto, sabia ser este seu trabalho derradeiro; são palpáveis nestas páginas a urgência, o desejo ardente de compartilhar os ensinamentos (em especial, aqueles relativos às recompensas espirituais encontradas no sofrimento).
Com uma sinceridade comovente, Fulton Sheen, entre outras questões, se pergunta nesta obra: “Servi à Igreja tão bem quanto deveria? Fiz bom uso dos talentos que Deus me deu? Lancei fogo à Terra como o Senhor me ordenou?” Neste Vale de lágrimas, não há santidade alcançável sem angústia, sem mortificação.

